Reajuste do INSS 2026

Além de beneficiar quem já recebe, o novo salário mínimo exige atenção especial de quem contribui com base nesse valor, como contribuintes individuais, facultativos e MEIs, para evitar recolhimentos incorretos e futuros prejuízos previdenciários.
Os reajustes do INSS
Os reajustes do INSS são atualizações anuais aplicadas aos valores dos benefícios previdenciários e assistenciais. O objetivo principal é preservar o poder de compra dos beneficiários, compensando os efeitos da inflação sobre os preços de produtos e serviços essenciais.
Entre os benefícios reajustados estão as aposentadorias, pensão por morte, auxílio doença, salário maternidade, benefício de prestação continuada (BPC/LOAS), dentre outros.
Sem esses reajustes, o valor real dos benefícios seria reduzido ao longo do tempo, prejudicando principalmente quem depende exclusivamente da renda previdenciária.
Critérios de reajuste das aposentadorias
O reajuste segue critérios diferentes, conforme o valor do benefício:
Quem recebe um salário mínimo: tem o valor reajustado conforme o novo mínimo nacional definido pelo Governo Federal. O cálculo considera o INPC acumulado, normalmente de novembro a novembro, o crescimento do PIB de dois anos anteriores e o arredondamento para cima.
Quem recebe acima do salário mínimo: tem o reajuste baseado exclusivamente no INPS acumulado do ano anterior.
O INPC é o índice que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, sendo o indicador mais adequado para corrigir benefícios previdenciários.
Novos valores dos benefícios do INSS em 2026
Para 2026, os valores previstos são:
Salário mínimo: passou de R$1.518,00 em 2025 para R$1.621,00, representando um reajuste de 6,79%.
Teto do INSS: deve subir de R$8.157,41 para R$8.537,55, com reajuste estimado de 4,66%, ainda sujeito a confirmação oficial.
Na prática, isso significa que quem recebe um salário mínimo teve um aumento maior do que quem recebe acima do piso salarial.
Mudanças nas alíquotas de contribuição
Um ponto que merece destaque é a situação de quem contribui com base no salário mínimo, como o contribuinte individual, facultativo e o microempreendedor individual (MEI).
Com a alteração do valor do salário mínimo, o valor das contribuições também muda e recolher a quantia inferior à devida pode gerar sérias consequências. Contribuições feitas de forma incorreta podem resultar em pendências no CNIS, necessidade de complementação ou regularização futura, atrasos na concessão de benefícios, redução do valor do benefício ou até mesmo indeferimento do pedido.
Por isso, é indispensável conferir se a guia de recolhimento está sendo gerada com a base de cálculo correta, já considerando o novo salário mínimo, bem como se foi utilizado o código de pagamento adequado à categoria do segurado.
Quando começam os pagamentos reajustados?
Para os segurados que recebem até um salário mínimo, os pagamentos referentes à competência de janeiro terão início em 26 de janeiro, estendendo-se até 6 de fevereiro. Já os beneficiários com renda mensal superior ao piso nacional receberão os valores de janeiro entre os dias 2 e 6 de fevereiro. A data exata depende do último número do benefício, conforme o calendário oficial do INSS.
O novo salário mínimo de 2026, representa a recomposição do poder de compra dos segurados, mas também exige cuidado redobrado de quem contribui pelo mínimo. Um simples erro no valor da contribuição pode gerar prejuízos significativos no futuro.
Fonte: Gov.br
Fonte: https://planilha.tramitacaointeligente.com.br/blog/reajustes-do-inss-em-2026-novo-salario-minimo-e-mudancas-nos-beneficios-previdenciarios?gad_source=1&gad_campaignid=21357839264&gclid=CjwKCAiAssfLBhBDEiwAcLpwfvcXfVeytnN2m3QEoCGRgilkcW7WvXdWuA0cbtPBjWoxA_9LntPjNhoCc4IQAvD_BwE
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